segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fuck


Eu realmente amo ele, mas o amo com medo de amar, amo passar minhas noites com ele, amo os nossos banhos, amo a forma como ele me toca, amo quando ele fala alguma besteira bonitinha pra mim e como eu fico me sentindo uma completa idiota sem saber o que falar depois disso.  Amo aquele sorriso dele, os perfumes dele, o cheiro dele, o olhar dele, aquele jeito charmoso dele, a altura dele, as blusas xadrez dele, os nossos cafés, as nossas conversas bêbadas, as nossas idas ao cinema e quando ele passa pasta na escova de dente pra mim. Amo a nossa liberdade.
Talvez eu não seja o tipo dele, e talvez existam outras bem melhores do que eu (gostosas, magras, sem gordurinha, que não roam unha, que se vistam bem, lindas, o tipo dele...) só esperando pela ligação dele, ou por uma mensagem, ou o aparecimento dele na festa em que elas estão, ou na cidade em que elas moram, mas eventualmente minha sorte conspira ao meu favor, e eu posso ter o melhor abraço e beijo do mundo antes da gente pegar no sono. E depois  acordar com ele, e fazer carinho no cabelo liso dele, e coçar aquela barba mal feita que eu tanto gosto, e desligar o despertador chato do celular dele que sempre me acorda na melhor hora do meu sono. Preocupar-me com o horário do trabalho dele, e se ele esta se sentindo bem, as vezes sentir ciúmes dele e fazer umas perguntas estranhas pra ele e ele não entender direito, passar um tempo com ele e querer passar todo o tempo ao lado dele.
Ele tem me deixado diferente, como se os outros tenham sido só os outros, como se eu tivesse que ter conhecido ele há muito tempo, e que todo esse tempo sem ele foi perda de tempo, não precisando me importar com as atitudes dele, essa é a Letícia confiando realmente em alguém e não usando ninguém... Tudo isso é um pouco muito exagerado e confuso, mas no momento isso parece um pouco válido. 
Penso que sentirei falta de certas coisas daqui a uns meses...

“Nunca escolhi Henry, e ele nunca me escolheu. Então como poderia ser um erro?”
( Audrey Niffenegger – A mulher do viajante no tempo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário