Oi, tá tudo uma droga de novo. Lá fora está um tarde linda, e acho que a única pessoa presa dentro de um quarto sou eu, é, o frio contribui um pouco com a minha tristeza excessiva. Estranho isso, eu escrever de tarde, deve ser o frio, deve ser a falta daqueles que sempre estiveram do meu lado e nunca me deixaram cair, é, deve ser. Sabe, não foi difícil me acostumar com o frio, não foi tão cansativo como eu imaginei, aliás, o frio é a melhor parte de tudo, ele te ajuda a pensar melhor nas coisas, é estranho falar isso, mas é verdade.
É, eu estou com medo de tudo de novo, e tá difícil, porque eu sei, eu conheço a minha vida, eu sei que tudo vai dar errado, e que daqui a no máximo duas semanas eu vou estar por aí chorando nos cantos procurando meus amigos pra suprir aquele buraco que fica quando alguém que a gente gosta vai embora. As vezes eu acho que eu deveria ir embora primeiro, mas não adianta, eu vou ficar com aquela sensação de tarefa não cumprida, entende? Não gosto do inacabado, e eu penso que se eu estou aqui é porque alguma coisa vai acontecer, sabe, alguma coisa importante, não importa se ela vai ser boa ou ruim, mas eu acho que alguma coisa vai acontecer. Mas eu tenho medo...
O pior de todas as coisas é a preocupação, me dói não poder ajudar eles, me dói ver que quem sempre me ajudou e agora esta precisando da minha ajuda não vai poder tê-la. Me dói não poder acompanhar tudo como eu deveria. Depois que tudo passar eu tinha que estar lá, junto, cuidando, como sempre, mas dessa vez não sei se vou conseguir e isso machuca tanto aqui dentro.
Não é fácil, não tá fácil, sozinha ainda, as coisas parecem mais abomináveis.
Eu voltaria, mas não vejo motivos suficientes pra voltar, na verdade não vejo motivos bons suficientes pra ficar, então eu só vou esperar e ver o que acontece, talvez essa seja a minha única alternativa no momento.
# Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais.
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