Eu me escondi numa casota de sonhos. Num lugar onde somente eu entraria e poderia convidar quem eu quisesse. Acolhia nos meus braços os bons e eles sorriam. De forma que até mesmo eu, misturasse a ilusão com realidade. Sorria porque precisava. E se alguém pudesse ver aquele sorriso, choraria junto a mim naquele instante. Eu sabia que tudo era meio esquisito quando me envolvia. Tudo se tornava mais complicado de certa forma, quando eu estava no meio. Eu nunca soube dizer o porquê. Eu digo que sou incapaz de demonstrar sentimentos. De alguma forma, eles são presos a mim. Fixos. Colados. Permanentes. Se saem, não voltam. Isso é um erro. Mas eu sou assim. Uma menina fissurada em doces e que vê corações por onde anda.Recheada de tudo o que é inusitado. É. Tudo o que é inusitado me convém muito. Sempre foi assim. Sempre será assim. Afinal, importa que eu diga de forma substancial, tudo aquilo o que me move? Pequena sou eu perto de meus sonhos. Pois, o que diferencia o impossível do possível, não são mais que três e irritantes letras. E eu estou confinada à amar o que ninguém ama. A desejar o que é desdenhado. A venerar o que é esquecido... Não pareço com ninguém, mas ao mesmo tempo me assemelho à todo mundo. Inspiro quem assim desejar. Abraço o mundo quando o vejo. Apaixono-me por Shakespeare todos os dias. Tenho um paladar diversificado para música. Encanto-me facilmente com o colorido. O preto, o vermelho em tons menores e maiores, o branco e o amarelo. Adoro o cheiro. Do ar, do mar, do estar, do teu cheito . Com 7 letras escrevo o meu nome. Com 7 letras escrevo uma sentença. A minha sentença.
#'Metade minha não se importa, a outra só te olha. Metade minha não aceita a outra te deseja.'
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