quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nós todos somos como uma caixinha de música. Hora com bailarinas dançando ao som de nossa melodia, hora sem alguém que de corda para que a melodia toque. Em nossas vidas, existem várias bailarinas, as quais sempre tem uma melodia diferente, uma caixinha de música depois que aprende como é ter uma bailarina, sente-se vazia quando esta se vai. Pois, gostando dela ou não, ela esteve ali, impecavelmente, sorrindo e embalando o sono da caixinha de música com caricias noturnas e cantigas de ninar, quando ausentava-se quem dava corda á caixinha de música. E logo ao amanhecer, a bailarina com toques suaves e palavras dóceis despertava a caixinha de música.
- Não desista caixinha, hora ou outra, ela se dará conta de que sem tua melodia, não vive.
Mas como nada é para sempre e ninguém gosta de ser consolo, bailarinas chegavam, e bailarias partiam, para outra caixinha de música, com seu soldadinho de chumbo. Assim era, para todas as caixinhas, para todas as bailarinas. A cada bailarina, uma melodia, a cada partida uma mudança de melodia. E sempre a ausência de alguém que de corda para a música continuar. Toda caixinha de música, ao seu tempo, descobre que no fim, preocupou-se com a ausência errada, que dar corda era algo tão maquinalmente frio, e ausente, e que não importava quantas vezes esse alguém desse corda, o que lhe acalmava e lhe embalava o sono, era a voz doce e apaixonada da bailarina ao amanhecer.

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